Esperança média de vida Aumento da esperança média de vida

Um português que nascesse em Portugal em 1926 teria uma esperança média de vida consideravelmente inferior à de um cidadão da maioria dos países da Europa.

Apesar do constante aumento da esperança média de vida e alguma recuperação, Portugal continental continuou atrasado em relação à Europa nas décadas seguintes.
A exceção foram os anos da IIª Guerra Mundial, em que a esperança média de vida caiu a pique nos países envolvidos. Só no final do século XX é que Portugal se aproximou das restantes nações.
Número de nascimentos Taxa de fecundidade

O número de bebés por mulher em idade fértil caiu para a metade desde os anos 70 até á viragem do século, depois de um período de estabilidade do indicador que durava desde 1940.

Portugal passou de uma das taxas de fecundidade mais elevadas da Europa em 1926 para uma das mais baixas em 2021.
Mortalidade infantil

A mortalidade infantil era um problema grave para quem tinha filhos no Portugal do século XX. O país destacava-se muito pela negativa em relação aos demais da Europa e só nos anos 90 passou a acompanhar a massa Europeia. Hoje, tem uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil do mundo.
O envelhecimento da população: pirâmide etária
A consequência da baixa natalidade e do aumento da esperança de vida, é um dos problemas demográficos que Portugal enfrenta no presente como o envelhecimento da população. Quase 60% da população residente tem mais de 40 anos, e em 1941, não chegava a 30%.
Níveis de escolaridade: ensino superior

Só em 1964 começaram a ser aplicadas reformas para aumentar a literacia, com a passagem da escolaridade obrigatória de 4 para 6 anos.

O ensino superior em 1926 estava apenas ao alcance de uma elite privilegiada.
O cenário mudou nos 50 anos seguintes, mas só depois de 1974
houve uma aposta séria no acesso das zonas mais desfavorecidas da população à
universidade.
Conclusão de algum nível de ensino superior
O atraso português é bem evidente na comparação com outros países europeus, as projeções indicam que era o pior entre 23 da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Mesmo com a trajetória crescente que tem mantido desde 1998, e tendo agora a geração mais qualificada de sempre, Portugal continua atrás da maioria dos vizinhos europeus.

Analfabetismo
A educação não era uma prioridade em Portugal até aos anos 60. Os Censos revelaram níveis muito altos de analfabetismo, principalmente entre as mulheres: apenas uma em cada quatro sabia ler.
A taxa de analfabetismo era das maiores da Europa. Nos Censos de 1970, estava ao nível das estimativas de analfabetismo da Itália dos anos 20. Em 2011, semelhante á estimativas deste indicador para França 90 anos antes.


Educação nas mulheres
A democratização do acesso às instituições de ensino superior também significou um maior acesso às mulheres à educação. Atualmente, perto de 60% dos diplomados são mulheres.

Número de casamentos e divórcios
Houve um pico de casamentos nos anos que sucederam o 25 de abril de 1974, mas, desde então, a tendência é decrescente e não diferente dos outros países europeus. Em sentido contrário seguiram os divórcios, residuais nos tempos do Estado Novo.

Condições sanitárias e a habitação
As condições sanitárias das classes mais baixas eram muito fracas: menos de metade das casas portuguesas nos anos 70 tinham acesso a água canalizada.
Apenas 60% das casas tinham ligação à rede de esgotos. Hoje em dia, o saneamento chega a 99,49 das habitações.


Saldo migratório
O saldo migratório é um espelho da história recente do país: a saída de população até á Revolução dos Escravos, a que se seguiram anos de saldo positivo impulsionado pelo fluxo de centenas de milhares vindos das ex-colónias. Desde então, anos com saldo migratório negativo ou quase nulo coincidem com períodos de crise económica.

O setores de atividade
A sociedade portuguesa de 1926 era pobre, pouco instruída e vivia maioritariamente de atividades dos sectores primário e secundário.
Em 1953, mais de metade dos portugueses trabalhavam em atividades dos setores primário e secundário.


Atualmente, correspondem os dois a apenas um quarto da atividade profissional, substituídos pelo setor terciário.

As empresas antes e depois do 25 de abril
O 25 de abril de 1974 teve um grande impacto nas empresas portuguesas.
Antes do 25 de abril, as empresas em Portugal eram muitas vezes vistas como um instrumento do Estado e do regime ditatorial. A economia era altamente regulamentada e controlada pelo governo, e muitas empresas eram propriedade do Estado ou de grandes grupos económicos ligados ao regime.
Com a chegada da democracia, houve uma liberalização da economia e um aumento da concorrência, o que criou novas oportunidades para as empresas. Além disso, o novo governo democrático estabeleceu políticas económicas que incentivavam o investimento estrangeiro e a criação de novas empresas.
Por outro lado, o processo de democratização também trouxe desafios para as empresas. As empresas tiveram de se adaptar a um ambiente mais aberto e transparente, ao mesmo tempo em que lidavam com as mudanças nas políticas económicas e trabalhistas.
A rede rodoviária e ferroviária

O investimento em grande escala só viria a acontecer no final dos anos 80. A rede de autoestradas portuguesas é atualmente das mais desenvolvidas do mundo.

